Empresa Rariz Cultural assume musicalização nas escolas

Daniela Jacinto
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A empresa Rariz Cultural Ltda ME é a nova responsável pelo Programa Musicalização nas Escolas, desenvolvido pela Prefeitura de Sorocaba por meio da Secretaria de Educação. A licitação foi realizada no dia 2 de março, com participação de mais três empresas. Serão investidos R$ 998 mil para um trabalho de 49.360 horas em que durante 12 meses instrutores e auxiliares de música desenvolverão aulas de coral e ensino de instrumentos para os alunos tocarem nas fanfarras escolares. De acordo com o órgão municipal, o novo edital não prevê a continuidade da Banda Marcial Municipal de Sorocaba. No entanto, seus integrantes continuarão desenvolvendo o trabalho de forma independente, como anuncia o maestro Fernando Rabelo, que respondia pelo serviço no município antes da nova licitação.

Atualmente, está sendo elaborado o contrato com a Rariz, para que seja assinado. Conforme a Prefeitura, a proposta é distinta do contrato anterior. O novo edital prevê a formação de até 80 grupos musicais, número menor que o anterior, cuja exigência era disponibilizar e capacitar instrutores para estarem à frente de 92 fanfarras e bandas estudantis. Também prevê a realização de até 30 apresentações e a participação em concurso nacional de bandas e fanfarras. Menciona ainda que os profissionais atuarão na Escola Livre de Música e Arte de Sorocaba, que conforme a Prefeitura faz parte do Programa de Musicalização e acontece em todas as unidades escolares. A intenção é contar no futuro com um espaço exclusivo para os alunos.

Bamaso

O maestro Fernando Rabelo afirma que continua desenvolvendo o trabalho com a agora Banda Marcial de Sorocaba (Bamaso). Foi excluída a palavra Municipal do nome para não caracterizar vínculo com a Prefeitura, já que o projeto está sendo feito por sua empresa, que é privada. Ele conta que já está em busca de financiamentos, para ajudar com os custos.

Ainda de acordo com Fernando, a nomenclatura oficial é Orquestra Sorocabana de Metais/Banda Marcial de Sorocaba, que atuará como orquestra, mas quando tiver festivais de banda marcial será a Bamaso.

O maestro afirma que criou em janeiro o Instituto Brasileiro de Bandas e Fanfarras, ao qual a Bamaso está vinculada. “É uma entidade sem fins lucrativos”, conta. A Bamaso tem em torno de 100 integrantes entre a parte musical, corpo coreográfico e balisa.

Interessados em participar da Bamaso podem entrar em contato com ele. Há inscrições abertas para músicos com experiência em instrumentos de metal e percussão. O telefone é (15) 99842-3339, falar com Fernando.

Notícia publicada na edição de 23/03/15 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 001 do caderno C – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

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