CPM22 celebra 20 anos e faz balanço da carreira!

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CPM22 celebra 20 anos e faz balanço da carreira!

Por Gabriella DiasDo Gshow, Rio

Eles abalaram o rock nacional com “Regina Let´s Go”, no começo dos anos 2000. De lá para cá, a banda CPM22 não parou mais, e só colheu os frutos do esforço, com direito a milhares de discos vendidos, uma coleção de prêmios e inúmeros hits. Comemorando 20 anos de carreira, o CPM22 se prepara para tocar, pela primeira vez, em um grande festival de rock, em setembro deste ano, no Rio de Janeiro. “Vai ser um fato inédito para a gente, grandioso, e no palco principal”, comemora Japinha, o baterista.

Juntos, eles colecionam muitos prêmios e sucessos nas rádios (Foto: Cristina Sininho Sá/Divulgação)A banda coleciona muitos prêmios e sucessos nas rádios (Foto: Cristina Sininho Sá/Divulgação)

É, 2015 está sendo maravilhoso para Fernando Badaui, Luciano Garcia, Ricardo Japinha, Heitor Gomes e Phil Fargnoli, integrantes do conjunto. Por isso, o site do SuperStar foi atrás de Ricardo Di Roberto, ou simplesmente Japinha, para um bate-papo sobre música, sucesso e para saber como ele consegue ainda participar de outras bandas. Sim, ele é vocalista do grupo Arizona e dá pinta no Hateen, além de tocar bateria no CPM22.

Claro, que um músico tão experiente como ele, não pode deixar de aconselhar quem está no SuperStar. “Sei como é a expectativa de tocar, vencer, ter um contrato, viver de música. Se eu pudesse dar um conselho, diria para o pessoal se dedicar. Por mais que o SuperStar seja uma oportunidade espetacular, tem que manter o foco”, avisa. Já deu para perceber que a conversa é boa. Confira abaixo!

Japinha ao lado de Badaui, vocalista do grupo. O CPM22 está na estrada há 20 anos (Foto: Isabella Pinheiro/Gshow)Japinha ao lado de Badaui, vocalista do grupo (Foto: Isabella Pinheiro/Gshow)

Vocês completaram 20 anos de carreira. O que mudou do começo até agora?
Japinha:
 O grupo existe desde que a gente se reunia na garagem. Profissionalmente, estamos juntos há 14. O que mudou foi a estrutura do processo. Nós começamos a nos dedicar de maneira mais integrada. Claro, que a gente levava muito a sério, mas, era de forma amadora.  O fato de ter uma gravadora e divulgação para o nosso trabalho acarretou em públicos maiores e shows mais organizados. O prazer de tocar e ter uma banda continua o mesmo daquela época da garagem.

Que balanço faz da carreira do CPM22?
Japinha:
 É um saldo bastante positivo. A gente já lançou quatro discos, oito DVDs, tocamos em todos os estados, fomos para seis países diferentes, ganhamos discos de ouro… Acho que essas conquistas são satisfatórias.

Por mais que o SuperStar seja uma oportunidade, tem que manter o foco. O Thiaguinho manteve o foco e o amor à arte”
Japinha

Mudando de assunto, costuma assistir ao SuperStar? Qual a opinião sobre as bandas de rock que estão no programa?
Japinha: 
Temos amigos lá. Tem bandas boas e uma galera cascuda (risos). O nível está bem alto.

O que gostaria de compartilhar da experiência na estrada com as bandas do programa?
Japinha:
 Tenho banda desde que eu tinha mais ou menos 13 anos. Sei como é a expectativa de tocar, vencer, ter um contrato, viver de música. Se eu pudesse dar um conselho, diria para o pessoal se dedicar. Por mais que o SuperStar seja uma oportunidade espetacular, tem que manter o foco, independentemente disso. O próprio Thiaguinho participou do Fama, e manteve o foco e o amor à arte. Por isso ele é o artista que é hoje. É foco, prazer e dedicação. Também tem que aproveitar a oportunidade: chamou para tocar, vai.

Todo artista passa por dificuldades na carreira. Como enfrentaram as barreiras que surgem?
Japinha: 
Seja por causa do estilo, por uma briga com integrantes, uma saída… Vários motivos podem dar uma brecada em uma banda. Tivemos esses momentos como qualquer grupo tem. A base de uma banda é, uns, 80% a amizade. Se acabar a amizade, fica difícil seguir. É se abraçar, tomar as forças dos integrantes e seguir em frente.

Os integrantes do CPM22 reunidos. Japinha, o baterista, faz balanço da carreira  (Foto: Cristina Sininho Sá/Divulgação)Os integrantes do CPM22 reunidos. Japinha, o baterista, faz balanço da carreira (Foto: Cristina Sininho Sá/Divulgação)

Qual foi a maior conquista nesses anos todos?
Japinha:
 Vou falar uma minha e uma da banda. Para mim, como sou descendente de japonês, tocar no Japão, por duas vezes, para o público brasileiro de lá. Foram shows bacanas. Da banda, posso citar um caso que nos ajudou muito: ganhamos o Melhores do Ano (do Domingão do Faustão) por dois anos consecutivos. Deu um gás enorme para a gente, e uma satisfação. Foi muito importante.

Falando de fama. Vocês fazem a linha mais discreta. Tem segredo para o sucesso não subir à cabeça?
Japinha: 
A gente está há tantos anos na estrada porque faz um exercício diário de botar os pezinhos no chão. Vamos ensaiar, trabalhar, pensar aqui… Essas coisas pequenas, mas, do dia a dia, são importantes. É o arroz com feijão. Por mais que role glamour, se perder o foco, a carreira pode se desintegrar.

A gente faz um exercício diário de botar os pezinhos no chão”
Japinha

Qual a importância de ter um público variado e de várias gerações? Já pararam para pensar nisso?
Japinha
: Um dos grandes aliados da nossa carreira é o público fiel. A gente vai para qualquer lugar e somos muito bem recepcionados. Tem gente que vai com o filho, que diz que conheceu a namorada no show… É uma felicidade.

O que pode adiantar de novidades?
Japinha: 
Este ano está sendo bem legal para a gente, e estamos trabalhando bastante. A gravadora está preparando uma coletânea de sucessos, e nós devemos lançar um CD com músicas inéditas ano que vem.

Como consegue conciliar o CPM22 com a Arizona?
Japinha:
 Comecei esse projeto em 2014. Olha, é complicado. Eu comecei o projeto, e a agenda do CPM turbinou. É uma coisa boa (risos). Eu pego a agenda de três, quatro meses, e tento encaixar nos buraquinhos da semana para trabalhar as duas bandas. É desse jeito, no suor (risos).