Escalas musicais

O que são escalas musicais?

Escalas musicais são sequências ordenadas de notas. Por exemplo: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó…repetindo esse ciclo. Nessa escala, começou-se com a nota dó e foi-se seguindo uma sequência bem definida de intervalos até o retorno para a nota dó novamente. Essa sequência de distâncias foi: tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom…repetindo o ciclo.

Escala maior

Essa escala que mostramos é chamada de “escala maior”. Poderíamos utilizar essa mesma sequência (escala maior) começando de uma nota que não fosse dó, por exemplo, sol. A escala então seria sol, lá, si, dó, ré, mi, fá#, sol… Note como a mesma lógica foi seguida (tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom).

No primeiro caso, formamos a escala maior de dó. No segundo caso, a escala maior de sol.

Seguindo a mesma lógica podemos montar a escala maior de todas as 12 notas que conhecemos.  Faça isso como exercício e depois confira abaixo. Mostraremos a escala maior das 7 notas básicas:

escalas musicais

Escala menor

A chamada “escala menor” é formada a partir da seguinte sequência: tom, semitom, tom, tom, semitom, tom, tom…repetindo o ciclo.

Vamos construir então a escala de dó menor. Você já é capaz de construir essa escala. Basta seguir essa sequência dada começando pela nota dó. Fica assim:

dó, ré, ré#, fá, sol, sol#, lá#, dó… repetindo o ciclo.

As notas ré#, sol# e lá# equivalem, respectivamente, a mib, láb e sib. Poderíamos reescrever então a sequência acima como:

dó, ré, mib, fá, sol, láb, sib, dó.

Note que a escala é absolutamente a mesma; a única diferença é que antes ela estava escrita com sustenidos (#), e agora ela foi escrita com as alterações bemóis (b). Geralmente a escala menor de dó é escrita da segunda forma e não da primeira. Por quê? Simplesmente porque nela todas as 7 notas apareceram (com ou sem alterações – sustenidos/bemóis). No primeiro caso, a nota si não aparece. Isso muda alguma coisa? Faz diferença? Não. Mas nas literaturas você provavelmente vai encontrar a segunda descrição, pelo motivo mencionado.

Escala Dó maior

escala maior

Obs: caso você seja tecladista/pianista e ainda não aprendeu partitura, confira a digitação no teclado abaixo:

c maior teclado

Escala Dó menor

escala menor

c menor teclado

Obs: No braço do violão/ guitarra, para se obter a escala de outra nota (além da nota “dó” que mostramos), basta deslocar esse mesmo desenho para a nota que se deseja. Experimente testar fazendo esse mesmo desenho (mesmo shape) da escala maior de dó partindo da nota Ré. Depois confira as notas geradas comparando com a tabela que mostramos anteriormente.

Isso é ótimo, não? Significa que só precisamos decorar um desenho para cada escala! No teclado, não temos esse privilégio. Porém, o teclado apresenta outras inúmeras vantagens facilitadoras. Cada instrumento tem seus prós e contras!


Graus musicais

O que são graus musicais?

Grau musical é uma nomenclatura criada para ajudar o músico na localização dos intervalos. Provavelmente você já tenha ouvido falar em “primeiro grau”, “segundo grau”, etc. E talvez isso tenha soado estranho num primeiro momento. Porém, como vamos ver, essa terminologia é simples e pode ser muito útil.

Se numerássemos a escala de Dó maior da seguinte forma: Dó (1º grau), Ré (2º grau), Mi (3º grau), Fá (4º grau), Sol (5º grau), Lá (6º grau), Si (7º grau), poderíamos dizer para um amigo, por exemplo: “toque o 5º grau da escala de Dó maior”, e ele saberia que você está se referindo à nota Sol.

Por isso, acaba sendo muito útil falar das notas de uma música em termos de graus musicais. A lógica é a mesma que foi apresentada acima, aplicada a cada nota de interesse. Por exemplo, podemos construir os graus partindo da nota Ré:
Ré (1º grau), Mi (2º grau), Fá (3º grau), Sol (4º grau), Lá (5º grau), Si (6º grau), Dó (7º grau).

Então, se alguém pedisse, digamos, o 3º grau de Ré, você saberia que se trata da nota Fá. Observe que estamos trabalhando dentro da escala de dó maior nesses exemplos todos. Isso precisa ser especificado (em qual escala estamos trabalhando).

De uma maneira prática, para saber a nota que se refere a algum grau basta contar nos dedos as notas partindo da nota que foi definida como 1º grau. Abaixo seguem alguns exemplos, ainda dentro da escala de dó maior (tome como exercício):

– Segundo grau de Mi: 
– Quarto grau de Sol: 
– Sétimo grau de Si: 

Obs: O primeiro grau é também chamado de “tônica”.

Mais detalhes sobre graus musicais

Esses exemplos foram utilizados apenas para fins didáticos. Na prática, você verá que os graus são muito utilizados dentro do contexto de campos harmônicos. Você aprenderá como se situar numa música utilizando graus no artigo “campo harmônico”.

Antes disso, aprenderemos (nos tópicos “diminuta, aumentada e justa” e “graus musicais – conceito complementar”) outros detalhes importantes sobre graus.


O que significa diminuta, aumentada e justa?

Se você leu o artigo sobre graus, reparou que mencionamos apenas 7 notas da música ocidental (C, D, E, F, G, A, B). Mas e se quiséssemos utilizar uma referência de graus para as demais notas também (C#, D#, F#, G#, A#)? Para isso existe uma definição mais abrangente, como veremos agora:

A primeira nota é representada pelo primeiro grau, como já vimos. Esse grau pode ser chamado também de primeiro grau maior. Vamos utilizar como exemplo de primeiro grau a nota Dó.

Nesse caso, a nota Ré é o segundo grau, também chamado de segundo grau maior. A nota Dó# (ou Ré b), nesse caso, é o segundo grau MENOR.

Os nomes “segundo grau menor” e “segundo grau maior” geralmente são abreviados para “segundo maior” e “segundo menor”, e o mesmo se aplica aos demais graus maiores e menores.

Essa nomenclatura (“maior” e “menor”) existe para indicar se o intervalo (distância entre as notas) é curto ou longo. Intervalos maiores são longos e menores são curtos.

Repare que, no exemplo anterior, o “segundo grau maior” representou o intervalo de um tom (pois Ré está um tom acima de Dó), e o “segundo grau menor” representou o intervalo de meio tom (Ré bemol está meio tom acima de Dó).

Portanto, esses nomes foram dados apenas para termos uma indicação da distância entre as notas. Expandindo o conceito para todas as notas, partindo de Dó, teremos o seguinte:

C    —> Primeiro grau maior

Db —> Segundo grau menor

D   —> Segundo grau maior

Eb—> Terceiro grau menor

E   —> Terceiro grau maior

F   —> Quarta justa

F#—> Quarta aumentada (ou Quinta diminuta: Gb)

G  —> Quinta justa

G#—> Quinta aumentada (ou sexta menor: Ab)

A   —> Sexta maior

Bb —> Sétima menor

B  —> Sétima maior

Provavelmente você está se perguntando por que raios existem os nomes “aumentada”, “justa” e “diminuta”. Bom, saiba que é apenas uma definição, e é esse linguajar que você vai encontrar em qualquer livro de música ou song book.

A lógica é a mesma que vimos para os nomes “maior” e “menor”. O nome “aumentada” indica um intervalo mais longo e “diminuta” indica um intervalo mais curto. “Justa” fica no meio entre essas duas.

Mas não poderíamos simplesmente utilizar os nomes “maior” e “menor” para todas as notas em vez de utilizar esses “diminuta”, “aumentada” e “justa”? Sim, poderíamos. Então por que existem esses outros nomes?

No vídeo que colocamos no início desse artigo você vai compreender que isso acaba sendo bastante útil. Por enquanto, apenas memorize essas nomenclaturas e o que elas representam. Como você viu, não há nenhum mistério, são apenas nomes dados para graus específicos.

Vamos agora exercitar essa nomenclatura partindo de outras notas além de Dó:

diminuta-aumentada-justa

Obs: utilizamos nessa tabela apenas sustenidos para ficar mais fácil de enxergar e comparar tudo, mas poderíamos ter mesclado essa tabela com bemóis sem problemas.

A partir do sétimo grau, as notas começam a se repetir, pois o 8º grau já é igual ao 1º grau. Seguindo essa lógica:

– O 9º grau é igual ao 2º grau.
– O 11º grau é igual ao 4º grau.
– O 13º grau é igual ao 6º grau.

Você deve estar se perguntando: se não há necessidade de se falar em graus após o sétimo, pelo fato de se repetir, por que então se usam as notações 9º, 11º e 13º?? Bom, alguns músicos preferem utilizar esses graus para deixar claro qual oitava deve ser utilizada.

Por exemplo: se estiver escrito em uma cifra apenas Cm6, provavelmente você irá montar o acorde de dó menor e pegar o sexto grau mais próximo para formar o Cm6. Agora, escrevendo Cm13, você saberia que deve utilizar o sexto grau uma oitava acima, e não o sexto grau mais próximo.

A única diferença entre esses dois acordes é uma sonoridade levemente distinta devido à oitava utilizada para o 6º grau (nos próximos tópicos, falaremos tudo o que você precisa saber sobre acordes e cifras, não se preocupe caso não tenha entendido esse exemplo).

Quanto à extensão 9ª, ela quase sempre aparece uma oitava acima, por isso é utilizada em vez de 2ª. Mas não se surpreenda ao ver o número 2 em cifras por aí, pois a notação americana gosta de colocar o número 2 ao invés do número 9.

É importante você saber detalhes como esse para não ficar com dúvidas sobre essas nomenclaturas.


 

 

creditos e fonte – Descomplicando musica

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