Agência de Músicos http://www.agenciademusicos.com.br 11.3713.8386 Sat, 02 Dec 2017 00:09:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.8.4 Teoria da Formação de Acordes http://www.agenciademusicos.com.br/2017/11/03/teoria-da-formacao-de-acordes/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/11/03/teoria-da-formacao-de-acordes/#respond Fri, 03 Nov 2017 14:34:08 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16901   Formação de acordes – Introdução Você já passou por alguma situação triste envolvendo o nome dos acordes? Lá está você querendo tocar uma música, aí consegue […]

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Formação de acordes – Introdução

Você já passou por alguma situação triste envolvendo o nome dos acordes? Lá está você querendo tocar uma música, aí consegue baixar a cifra da internet. Ótimo (você pensa). Então em algum ponto da música aparece um acorde que você nunca viu. Puxa vida, que acorde é esse?

Você corre para um dicionário de acordes, digita o acorde em questão, mas o dicionário não traz nenhum acorde com aquele nome. É o fim, nem o dicionário de acordes conhece! Na realidade, talvez você pense que a única maneira de saber montar um acorde é decorando-o. Se você não possui um banco de dados gigantesco na sua cabeça, nunca saberá muitos acordes. Bom, saiba isso é uma grande besteira!

Correr atrás de dicionário de acordes é coisa de principiante. Agora você vai aprender a não depender mais dele. Até mais do que isso, vai aprender a ser melhor do que ele!

 

E também no teclado:

Existe lógica na formação de acordes?

Como tudo na música, existe uma regra lógica para se definir o nome de cada acorde. Se você sabe a regra, sabe montar e nomear qualquer acorde no seu instrumento.

Maravilha, vamos aprender então como se faz isso! Você olhará um acorde “estranho” na cifra e saberá montá-lo sem ajuda externa. E mais, um amigo seu irá montar qualquer acorde ou combinação de notas no seu instrumento e você dirá para ele qual acorde ele está fazendo. Não importa o que ele faça, ele pode ficar o dia todo inventando acordes, você sempre saberá o nome de todos eles.

Formando os acordes básicos

Você já aprendeu como se formam os acordes maiores, menores e com sétima. Mas talvez não tenha ficado muito claro como se faz para montar esses acordes no seu instrumento. Bom, é muito simples, basta que você faça soar todas as notas que formam cada acorde que estudamos!

Por exemplo, confira abaixo um desenho possível para o acorde de Dm no violão:

acorde de dm

Note como todas as notas da tríade de Dm aparecem nesse acorde (D, F, A), e somente elas.

Nosso primeiro objetivo agora será montar o acorde Dm7. Para isso, acrescentaremos uma nota ao acorde de Dm, que é o sétimo grau menor (a nota dó, nesse caso). Ok, agora precisamos saber onde há alguma nota C que possamos pegar para acrescentar ao acorde de Dm. Veja abaixo onde estão as notas dó no braço do violão:

nota c violao

Note como é muito difícil acrescentar a nota C ao acorde Dm sem modificar o seu desenho. Por outro lado, podemos utilizar aquele dó que está bem próximo do acorde Dm:

nome dos acordes

Para isso, precisamos retirar a nota Ré (pois ela está “na frente” dele ali no braço, ocupando o lugar dele naquela corda). Assim ficaríamos com o acorde:

acorde dm7

Há algum problema em retirar essa nota Ré, como fizemos? Não, pois já existe outro Ré nesse acorde; nós retiramos apenas um Ré que estava “sobrando”.

No violão, isso é muito comum, pois praticamente todos os acordes naturais que formamos possuem alguma nota que está “dobrada”, ou seja, aparecendo mais de uma vez.

Do ponto de vista de nomenclatura, nada se altera quando se retira uma nota que está sendo repetida. Inclusive dá para se escolher qual nota queremos “dobrar”, formando acordes distintos em sonoridade, mas com o mesmo nome.

Veja abaixo, por exemplo, o acorde de Sol maior:

acorde de sol maior

Provavelmente você já deve ter visto ou tocado essa outra versão de Sol maior:

nome de um acorde

Qual a diferença entre essas duas versões?

A nota Sol aparece 3 vezes em cada, mas no primeiro desenho, a nota Ré está sendo dobrada, enquanto no segundo desenho, a nota Si está sendo dobrada.

Como em ambos os desenhos há somente as notas Sol, Si e Ré, a nomenclatura não muda, o nome do acorde é “Sol maior” para os dois formatos.

Você deve concordar que, apesar do nome não mudar, o som fica levemente diferente, dependendo de qual nota você está dobrando, pois ela fica mais destacada.

Entendido isso, podemos continuar nosso estudo.

Como formar acordes com mais de 4 notas

Já conseguimos montar o acorde Dm7. Sabemos que esse acorde é formado por uma tétrade (4 notas). Agora vamos formar o acorde Dm7(4), ou seja, estaremos acrescentando mais uma nota, a quarta justa, ao acorde de Dm7.

Obs: Se fosse quarta aumentada ou diminuta, o acorde seria Dm7(#4) e Dm7(b4) respectivamente, mas o procedimento seria o mesmo.

Muito bem, quem é a quarta justa de Ré? Sabemos que é Sol. Então vamos tentar acrescentar essa nota ao acorde Dm7. Confira abaixo onde estão as notas Sol no violão:

nota sol violao

Compare com nosso acorde de Dm7:

cifras dos acordes

Qual nota sol podemos pegar? Bom, você deve estar percebendo que, para acrescentar alguma nota Sol, será necessário “perder” alguma outra nota, afinal todas as cordas já estão ocupadas com alguma nota. Talvez você diga: “Ei, a 6ª corda ali está vazia! Podemos utilizar a nota Sol que aparece nela!” Pois bem, tente montar esse acorde no violão. Viu como não dá?! Existem limitações físicas para isso (os dedos não alcançam). Vamos tentar outra coisa então.

Há uma nota Sol bem perto do acorde Dm7 que montamos, repare:

nomenclatura dos acordes

Porém, para utilizá-la será necessário colocá-la no lugar da nota Fá, pois não há como tocar duas notas numa mesma corda. Podemos fazer isso?

Não! Pois a nota Fá é o terceiro grau, ou seja, ela é quem está definindo que o acorde é Ré menor. Sem ela, o acorde Dm7 seria Dsus7, pois não haveria terça (o acorde não seria maior nem menor, seria suspenso). Mas nosso objetivo não era montar o acorde D7sus4, e sim Dm7(4). Por isso não podemos utilizar essa nota Sol que cogitamos. Vamos tentar outra. Que tal essa:

notas dos acordes

Repare que ela iria substituir a nota Lá. Podemos fazer isso?

Sim, primeiro porque a nota Lá já está dobrada. Além disso, mesmo que houvesse apenas uma nota Lá, ela poderia ser suprimida pelo fato de ser o quinto grau de Ré. Perder o quinto grau não descaracteriza o acorde, ele não deixa de ser maior ou menor por causa do quinto grau. Claro que o acorde Dm7 sem o quinto grau não será tão completo, afinal uma nota da tríade foi perdida. Mas essa perda é tolerável do ponto de vista de nomenclatura. Dm7 sem o quinto grau ainda é Dm7. Então conseguimos! O acorde Dm7(4) será:

acorde de dm7-4

Esse método que utilizamos para montar o acorde de Dm7(4) pode ser utilizado para montar qualquer acorde que desejarmos. Como regra básica, siga os seguintes passos ao se deparar com alguma cifra desconhecida:


creditos e fonte – Descomplicando musica

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Instabilidade na Música – Como adquirir uma carreira de sucesso musical http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/30/instabilidade-na-musica-como-adquirir-uma-carreira-de-sucesso-musical/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/30/instabilidade-na-musica-como-adquirir-uma-carreira-de-sucesso-musical/#respond Mon, 30 Oct 2017 19:18:40 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16913 Instabilidade na Música Milhões no natal, centavos no carnaval! Assim como acontece em muitos negócios, é muito comum no meio dos músicos, profissionais que trabalham com […]

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Instabilidade na Música

Milhões no natal, centavos no carnaval!

Assim como acontece em muitos negócios, é muito comum no meio dos músicos, profissionais que trabalham com arte,  equilibrar a razão a emoção e o sucesso, visto que ao longo destes processos, o mesmo está apoiado nas emoções para um resultado de excelência. Hoje a minha palavra chave  é Instabilidade,  sinômino de desequilíbrio, ou algo que não consegue durar por muito tempo.

Meu nome é Lucas Aguilar, administrador de empresas, maestro por aclamação, e fundador do website e consultoria www.agenciademusicos.com.br

Um dos meus objetivos está concentrado em conscientizar e orientar as empresas, os empresários e os músicos no caminho do equilíbrio profissional visando proporcionar a estabilidade que é o contrário de instabilidade.

Para a construção e consumo do produto final música em especial, a mão de obra para sua realização está diretamente associada ao  músico, ou seja o executor, este que como qualquer outra pessoa, tem seus conflitos, necessidades e desejos.

Destaquei alguns tópicos falando sobre as necessidades e dificuldades que o profissional encontra e se isso fizer sentido para você, acredito que meu objetivo chegou ao seu destino.

Vamos aos tópicos:

  1. Vida pessoal e profissional
    1. Conhecer a fundo e ser sincero como pessoa, cidadão, solteiro, casado, etc colabora e faz base para suas idéias, e aquilo que você acredita. Contudo diferenciar e atender o que o cliente espera, é o inicio para uma certificação profissional. Atitudes profissionais vão além de um documento expedido por órgãos reguladores . No dia a dia o que garante a sobrevivência, esta relacionada com companheirismo, trabalho em equipe, cordialidade, pontualidade, domínio próprio e sensibilidade, por isso a dica é estar sempre bem consigo mesmo.
  2. Exploração financeira
    1. A mesma se torna incoerente e passa a ser predatória quando é inconstante. Por exemplo, imagine que o mercado atual, considerado livre, esteja em situações de ausência de regras ou leis, nem sequer fiscalização por parte de uma sociedade interessada! Isso pode nos apontar a uma palavra:  “desinteresse”.  Seu fim acaba por proporcionar ao detentor de tal idéia, produto, serviço, a condição de comercializar e entregar o pedido da maneira que for interessante para si e neste caso o cliente acaba por adquirir o serviço que estiver disponível “na prateleira”. É praticamente impossível conseguir manter um valor constante nestes casos, pois este conjunto de volatilidades, deixa a margem qualquer contabilidade. Com isso o serviço se torna esporádico, o preço fica condicionado a estrutura de cada prestador, onde nesta fase a frase “quem pode mais chora menos” se torna real, e isso tira todas as oportunidades junto ao mercado de prestar serviço, pois o mesmo está ausente de recursos. A dica é estabelecer uma boa contabilidade e isso deve estar relacionado não apenas a a fiscal, contudo, administrativa e gerencial.
  3. A marca o produto e o serviço
    1. Pessoas dependem de ar, agua, calor(fogo), alimentos, moradia, saúde, segurança etc. Quando uma pessoa  aflora em sua essencia artística e busca uma transformação ao ponto de ser reconhecido como uma marca ou um produto, o cuidado em preservar sua identidade pessoal é bem perigoso ainda mais sem uma boa orientação. O que colabora para que um artista, músico, cantor(a) defina sua identidade, está diretamente relacionado com seus valores pessoais tais como fé, ideologias, ludismo, crenças e opiniões. Logo no campo das idéias o público em geral, não se intimida ao aderir estes valores pré-definidos quando expressados pelo simples fato de ser um contexto abstrato. Quando isso esta bem definido a marca então deve ser criada, com o objetivo de evidenciar e estabelecer uma identidade ao público, ao passo que toda vez que mencionada, visualizada, veiculada, promovida as pessoas se lembrem daquele conceito. A geração então de serviços e produtos, relacionados ao conceito e a idéia que foi gerada, é um assunto extenso e faz parte da nossa consultoria aqui da Agência de Músicos.
  4. O mercado da música
    1. Hotéis, bares, restaurantes, casamentos, aniversários, estabelecimentos comerciais e datas comemorativas, que usam música como ferramenta de transformação consideram essencial a utilização de tal mão de obra artística, para a realização de seus projetos e atendimento ao público. Cada qual com uma receita planejada aplica revés de seus especialistas no assunto, a medida que encontram propostas interessantes. Assim como em qualquer mercado novidades despertam curiosidade a novos clientes, contudo conhecer o público traz assertividade, fidelidade e estabilidade ao negócio. E para isso o serviço tem que estar bem estruturado.
  5. Empresários e Carreira
    1. Uma extensão do tópico exploração financeira abordado anteriormente, chama a atenção de empresários e amantes da música, no simples fato de existir uma iniciativa gigantesca de pessoas que estão dispostas a consumir o produto música. Os desafios que o empresário encontra também estão nas mesmas dificuldades de quaisquer outros segmentos. Dificuldades de relacionar patrimonial, estabelecer custos fixos e variáveis, o próprio estudo de mercado a aplicação correta de tais recursos e a exploração do mesmo, acaba sendo um “sonho” para muitos. Possivelmente por enxergar esta pilha de necessidades e desafios acaba que por desistir dos investimentos. No entanto nossa consultoria especializada diariamente atende interessados no assunto a elaborar os planos de negócio compativeis a o mercado escolhido. E não somente isso, o banco de dados coletado, sugere talentos musicais ainda no inicio de sua gestação, com grandes possibilidades de sucesso.

Bem pra finalizar espero que esse video tenha despertado em você que é interessado no mercado da música, seja na posição artística, consumo, empresarial, gerencial a investir neste mercado e demonstrar que a instabilidade é passageira e com muita garra trabalho e determinação podemos acolher e servir a milhares de profissionais e milhões de consumidores deste mundo da Música.

Pra você que gostou deste video por favor deixe seu curtir, compartilhe com seus amigos e também faça um plano de consultoria especializada conosco para suas ações em música.

Obrigado. www.agenciademusicos.com.br até mais.

 

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Cifras – Compassos – Arpejos http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/29/cifras-compassos-arpejos/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/29/cifras-compassos-arpejos/#respond Sun, 29 Oct 2017 14:27:02 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16898   Cifra significado Cifra é uma notação para representar os nomes dos acordes. Já aprendemos que a nomenclatura básica para as notas é a seguinte: C –> dó […]

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Cifra significado

Cifra é uma notação para representar os nomes dos acordes. Já aprendemos que a nomenclatura básica para as notas é a seguinte:

C –> dó

D –> ré

E –> mi

F –> fá

G –> sol

A –> lá

B –> si

Agora iremos destacar que os acordes também são identificados com essa notação. Em uma cifra, o nome do acorde acaba recebendo o nome da nota fundamental (1º grau) do acorde. Por exemplo, um acorde formado pela tríade C, E, G é chamado de C (Dó).

Geralmente, essa é a nota mais grave (que está no baixo) do acorde. Mas esse detalhe do baixo não é uma regra, pois o acorde pode estar invertido (não se preocupe com esse detalhe agora, pois estudaremos esse assunto profundamente em outros tópicos).

Significado da cifra nas músicas

Bom, é por isso que existe o termo “cifrar” uma música: significa escrever os acordes na ordem em que eles aparecem dentro da música. Geralmente isso é feito em cima da letra da música, mostrando o ponto certo em que o acorde deve ser tocado, como no exemplo abaixo:

C

Atirei o pau no gato – to

Dm

Mas o gato – to

C

Não Morreu – reu – reu

Procure decorar a simbologia das cifras que mostramos aqui caso ainda não saiba. Escreva num papel todas as notas utilizando sua representação e mentalize a qual nota cada letra se refere. Em pouco tempo essa leitura já estará automática.


Compasso significado

O que é um compasso?

Um compasso é uma forma de dividir quantitativamente em grupos os sons de uma composição musical. Os compassos facilitam a execução musical, ao definir a unidade de tempo, o pulso e o ritmo da composição ou de partes dela.

O significado de compasso pode se resumir a uma divisão de uma música em partes menores igualmente espaçadas. Essa divisão se baseia no tempo (andamento) da música.

Na partitura, os compassos são representados como linhas verticais desenhadas sobre a pauta.  Para quem não sabe partitura, vamos dar uma definição mais simplista: compasso é um intervalo de tempo. Acordes que possuem a mesma duração (ficam a mesma quantidade de tempo) na música, ficam divididos por compassos iguais.

Quando um acorde, nesse caso, dura a metade do tempo dos outros acordes, dizemos que ele durou meio compasso.

Os compassos representam uma outra forma de se escrever o acompanhamento dos acordes de uma música, além da já mencionada cifra. Nesse caso, a representação dos compassos é feita por meio de barras “| |”. A diferença é que a letra da música não precisa aparecer, já que a duração de cada acorde na música vai ser especificada por meio dos compassos. Por exemplo, observe esse trecho:

C

Atirei o pau no gato – to

Dm

Mas o gato – to

C

Não Morreu – reu – reu

Ao utilizar os compassos, poderíamos escrever esse mesmo treco da seguinte forma:

| C | C | Dm | C |

Significado do compasso substituindo a cifra

Note que o acorde de Dó apareceu duas vezes consecutivas no início, pois ele durou dois compassos (o dobro do tempo do acorde Dm). É dessa forma que os compassos representam os tempos na notação simplificada.

Arpejo

Arpejo é quando as notas de um determinado acorde são tocadas uma após a outra. Por exemplo, as notas que formam o acorde de Dó maior são: C, E, G. Quando tocamos essas 3 notas separadamente uma após a outra, formamos o arpejo de Dó, e quando tocamos essas 3 notas ao mesmo tempo, formamos o acorde de Dó.

Todo acorde, por mais complexo que seja, tem um arpejo, pois sempre podemos tocar nota por nota. Essa técnica pode ser usada para embelezar alguma harmonia ou ainda servir como trecho de um solo.

Arpejo na guitarra

Vale a pena destacar que os guitarristas costumam utilizar também outra definição para arpejo, associada a uma técnica. Essa técnica consiste em tocar uma nota por corda, com movimentos de sobe e desce no braço do instrumento, abrangendo também algumas variações (arpejo com salto de corda, micro arpejo, etc.).


 

 

creditos e fonte – Descomplicando musica

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Acordes – Oitavas – Tríades http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/26/acordes-oitavas-triades/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/26/acordes-oitavas-triades/#respond Thu, 26 Oct 2017 14:19:12 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16895 Acorde Definição de acorde A maioria das bibliografias define “acorde” como a união de três ou mais notas tocadas simultaneamente. Há inúmeras combinações possíveis de se fazer com notas, resultando nos […]

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Acorde

Definição de acorde

A maioria das bibliografias define “acorde” como a união de três ou mais notas tocadas simultaneamente. Há inúmeras combinações possíveis de se fazer com notas, resultando nos mais diversos acordes. Então, para facilitar a vida dos músicos, cada acorde recebe um nome.

Esse nome é baseado nas notas fundamentais que conhecemos (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si).

Acordes naturais

Antes de aprender como se dá nome aos acordes, é importante saber que alguns acordes recebem o mesmo nome das notas (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si). São os chamados acordes naturais. Cada um desses acordes é formado por três notas. E existe uma regrinha para descobrir quem são essas três notas.

As notas que formam os acordes naturais são o primeiro, o terceiro e o quinto graus de suas respectivas escalas. Mais adiante, iremos aplicar essa regra na prática, para facilitar a visualização.

Antes disso, vale a pena saber que um acorde pode ser maior, menor ou suspenso. Essas nomenclaturas estão relacionadas com o terceiro grau.

Acorde maior

Para formar os acordes maiores, você usa o terceiro grau maior.

Acorde menor

Para formar os acordes menores, você usa o terceiro grau menor.

Acorde suspenso

Quando o acorde não possui o terceiro grau, ele não pode ser classificado como maior, nem como menor, recebendo o nome de “suspenso.

Os símbolos utilizados são os seguintes: “m” para dizer que o acorde é menor e “sus” para dizer que o acorde é suspenso.

Quando não houver nenhum desses símbolos, significa que o acorde é maior. Veja os exemplos abaixo, utilizando o acorde de dó:

acorde

Já o quinto grau, em ambos os casos (acordes maiores ou menores naturais), é a quinta justa.

Bom, agora que já aprendemos as regras, vamos formar acordes utilizando esses conceitos. Pense num acorde que você quer formar. Por exemplo, Dó maior.

Primeiro grau: Dó

Terceiro grau maior: Mi

Quinto grau (quinta justa): Sol

Portanto, o acorde de Dó maior é formado pelas notas Dó, Mi e Sol. Basta que você aperte (ou deixe soar) essas notas no seu instrumento que você terá o acorde de Dó maior.

Vamos formar agora o acorde de Fá menor:

Primeiro grau: Fá

Terceiro grau menor: Lá bemol

Quinta justa: Dó

Portanto, o acorde de Fá menor é formado pelas notas Fá, Lá bemol e Dó.

É assim que se forma um acorde. Nos próximos artigos, veremos mais detalhes sobre os tipos de acordes que podemos montar, além dos acordes naturais básicos que já mostramos, introduzindo o conceito de tríades e tétrades.

Nosso objetivo é fazer com que você saiba como montar qualquer acorde, mesmo que ele seja difícil ou cheio de extensões, sem precisar recorrer a um dicionário de acordes.


Oitavas

O que são oitavas?

Provavelmente você já ouviu falar os termos “uma oitava acima” ou “uma oitava abaixo”. Mas o que significa isso?

Dizer que uma nota está uma oitava acima significa dizer que a nota é a mesma, porém ela está em uma região mais aguda do instrumento.

Imagine um piano. Nele, as teclas da esquerda são mais graves do que as teclas da direita. Se você for apertando as teclas brancas, partindo de dó, da esquerda para a direita, vai seguir a sequência: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó…continuando nesse ciclo até terminarem as teclas do piano.

Como as notas vão ficando mais agudas, fica fácil de perceber que o próximo dó será mais agudo que o anterior. Sempre que se termina um ciclo e a nota volta a ser dó, completa-se uma oitava.

Usamos aqui o exemplo de Dó, mas isso é válido para qualquer nota, desde que se comece e termine na mesma nota. Se partíssemos de Ré, fecharíamos uma oitava quando chegássemos à Ré novamente.

A mesma lógica pode ser aplicada para uma oitava abaixo, onde o som fica mais grave.

Intervalo de uma oitava

Como a música ocidental possui 12 notas (12 semitons), podemos concluir que uma oitava compreende a distância de seis tons. Confira abaixo como em 6 tons retornamos à nota de origem:

oitavas

Apenas a título de curiosidade, os pianos geralmente possuem cerca de 7 oitavas.


O que são tríades?

Quando falamos das três notas que formam os acordes, estamos falando da “tríade” de cada acorde. Esse nome existe para representar as notas básicas que formam um acorde específico.

Na maior parte das vezes, essas notas são o 1º o 3º e o 5º graus, formando assim os acordes naturais, como já vimos no artigo anterior. Nesse caso, podemos ter uma tríade menor ou uma tríade maior.

Porém, podemos ter outras tríades também, formando acordes mais complexos, como por exemplo, uma tríade aumentada, uma tríade diminuta ou uma tríade sus4. Confira abaixo:

Tríade maior

É formada pelos graus: 1º maior, 3º maior e quinta justa.

Tríade menor

É formada pelos graus: 1º maior, 3º menor e quinta justa.

Tríade sus4

É formada pelos graus: 1º maior, quarta justa e quinta justa.

Tríade aumentada

É formada pelos graus: 1º maior, 3º maior e quinta aumentada.

Tríade diminuta

É formada pelos graus: 1º maior, 3º menor e quinta diminuta.


creditos e fonte – Descomplicando musica

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Piano, Piano, Piano! Sempre, Piano! – O REI dos Instrumentos http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/26/piano-piano-piano-sempre-piano-o-rei-dos-instrumentos/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/26/piano-piano-piano-sempre-piano-o-rei-dos-instrumentos/#respond Thu, 26 Oct 2017 13:30:07 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16907 Piano, Piano, Piano! Sempre, Piano! (Final de Ano chegando… Que tal um piano, “novinho em folha”, na sua casa? É só escrever…) Este Universo é fascinante, […]

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Piano, Piano, Piano! Sempre, Piano!

(Final de Ano chegando… Que tal um piano, “novinho em folha”, na sua casa? É só escrever…)

Este Universo é fascinante, não é?

Vamos, então, aumentar o nosso potencial de curiosidades sobre o Piano, o Rei dos Instrumentos.

Mas, antes de começarmos com o Piano vamos falar das Teclas: você já se perguntou, alguma vez, como é que surgiram as teclas do Piano?

Sim! Exatamente! Como é que surgiu a ideia de se utilizar o teclado com a estrutura e o formato que temos hoje?

A origem do nome tecla tem sua gênese na palavra latina “clavis”. Isso mesmo, chave.

O primeiro indício de teclado para tocar música foi registrado pelo Hydraulis Organ, na Grécia, muito antes de Cristo.

Tinha, somente, as 7 notas, e eram executados na base da porrada, mesmo.

Os primeiros órgãos, que funcionavam, ou por meio de água, ou por ar, como os órgãos de tubo tradicionais, eram batidos, não tocados com os dedos como hoje.

Ampliando as oitavas, usavam-se outras cores para as 7 teclas.

Só na Renascença é que surgiram os primeiros teclados como conhecemos hoje.

O ápice acontece quando os acidentes foram inseridos no teclado exatamente como observamos os dedos das mãos (cinco dedos, cinco acidentes).

O gênio que inventou isso passou despercebido nos glossários da música.

Agora, vamos continuar com mais curiosidades sobre o piano:

  • * Em 1900, a Aeolian Company patenteia a Pianola, um Piano Pneumático.
  • * Veja que interessante: em 1904 os fabricantes de pianos resolveram fazer uma grande fogueira de Square Pianos, que já estavam em desuso devido ao sucesso dos Uprights e Baby Grands. Esta imensa fogueira aconteceu em Atlantic City.
  • * 180 mil pessoas, nos Estados Unidos, tinham piano em casa, em 1919.
  • * A Kawai inicia as atividades na produção de pianos em 1927, na mesma cidade da Yamaha, Hamamatsu.
  • * Com a Grande Depressão de 1929, a história da fabricação de pianos começa a sofrer um declínio impressionante. Tanto que o mercado não se recuperou até hoje!
  • * Em 1930, o grande parceiro da Yamaha, Koichi Kawai, deixa a Yamaha e passa a se dedicar, exclusivamente, à sua empresa.
  • * A Segunda Grande Guerra sinaliza mais um grave declínio nos negócios envolvendo a fabricação de pianos.
  • * 1955 marca o início da atuação dos fabricantes chineses no mundo. A Guangzhou-Pearl River Company estabelece a sua planta industrial e passa a trabalhar no modelo OEM (Original Equipment Manufacturer). Aliás, a empresa Brasileira que produz o Piano Fritz Dobbert utiliza este tipo de negócio com a Pearl River.
  • * Em 1958, os “Tigres Asiáticos” firmam os seus negócios pelo mundo com a Samick, na Coreia, a Shanghai Piano Co., em Xangai, e a Beijing Piano Co., em Pequim.
  • * Um ano antes do meu nascimento, em 1960, começa a história de um dos mais fantásticos Pianos Elétricos do mundo.
    Harold Rhodes desenvolve o seu piano elétrico com o nome Fender-Rhodes.
  • * Com o objetivo de avançar no mercado ocidental, notadamente, dos Estados Unidos, a Kawai estabelece filiais na América, Canadá, Austrália e Ásia!
  • * Em 1968 a Young Chang inicia a fabricação de pianos, na Coreia.
  • * Em 1969 a produção de pianos japoneses excede à produção do “resto” do mundo; a Yamaha se transforma no maior fabricante de pianos do planeta.
  • * A CBS adquire a Steinway em 1972.
  • * Nos anos 1980 e Yamaha, junto com a Bösendorfer, Baldwin e outros, ser reuniram para discutir um sistema para integrar os Pianos Acústicos aos computadores.
  • * Também em 1980, Paolo Fazioli inicia a produção dos Pianos mais impressionantes e completos que temos, hoje, no mercado. A Fazioli é, por assim dizer, uma espécie de “Stradivarius” dos Pianos. Todo o processo de fabricação de um Fazioli é manual, artesanal, com máquinas que auxiliam, somente, na marcenaria e confecção dos componentes do piano.
  • * Um grupo de empresários e investidores adquirem a Steinway da CBS, em 1985.
  • * Quinhentos mil! Sim! Em 1988 a Steinway totaliza a produção de 500 mil pianos.
  • * Em 1990 a Kurzweil Music Systems foi completamente integrada à fabricante de Pianos Coreana Young Chang.
  • * Já em 1995 a Steinway e a Selmer se fundem formando a Steinway Musical Instruments.
  • * No ano seguinte, a Piano Disc passa a controlar a Mason & Hamlin, Sohmer e Knabe.
  • * Neste mesmo ano, em 1996, a Young Chang abre a sua fábrica em Tianjin, na China.
  • * A Gibson adquire a Baldwin, incluindo a Chickering e Wurlitzer, em 2002.
  • * No mesmo ano, 2002, o BAWAG – PSK Group, terceiro maior banco Austríaco, adquire a Bösendorfer, que estava com dificuldades para solver dívidas.
  • * No ano seguinte, a Steinway celebra o seu sesquicentenário. Já a Bösendorfer, 175 anos de existência. Ainda em 2003, a Grotrian introduz no mercado o seu modelo Duo Grand Piano. Dois pianos de concerto, numa única peça, posicionados um ao lado do outro, com os teclados em lados opostos.
  • * A Bösendorfer é completamente adquirida pela Yamaha em 2008.
  • * Em 2014 a Yamaha lança no mercado o U1TA, TransAcustic Piano. Uma tecnologia inovadora que permite a utilização da tábua harmônica do piano para performances digitais e/ou acústicas, sem a necessidade de qualquer tipo de alto falante, ou componente eletrônico.
  • * Seguindo a ‘onda’ do mercado, a Steinway, em 2015, anuncia o lançamento do seu Piano Automático, o Spirio.
  • * Temos, hoje, no mundo, cerca de 50 marcas de pianos. Desde que foi concebido o piano já teve registrada mais de 5 mil marcas.
  • * O maior mercado de pianos é, indubitavelmente, os Estados Unidos. São 10 milhões de pianos no território americano.
  • * Os fabricantes de pianos do Brasil só tinham “esmero” na produção de pianos; entretanto, a qualidade destes pianos sempre passou despercebida e desapercebida no cenário dos pianos acústicos do mundo. Portanto, não se iluda!

Se fossemos apontar as principais curiosidades sobre o Rei dos Instrumentos teríamos que produzir uma Enciclopédia. Nestas três edições procurei apontar as mais relevantes, as curiosidades que mais chamam a atenção na elaboração do Instrumento mais complexo de todos.

Deu para perceber que o Piano é um instrumento recheado de detalhes, com tecnologias e conhecimentos que não são comuns a todos os fabricantes. Os grandes segredos são guardados a sete chaves e fazem do Piano um instrumento peculiar. Cada fabricante tem o seu DNA na produção de Pianos.

Portanto, não imagine que só a vontade, o dinheiro e o empreendedorismo vão avançar na meta de produzir Piano. É preciso muito mais; é preciso um conhecimento apurado e aprimorado, que leva em consideração mais de trezentos anos de aperfeiçoamento.

Imagine a dificuldade de se produzir, então, um Piano Digital de qualidade.

Também é importante lembrar que com todos estes detalhes você não pode colocar o seu piano, o seu bem musical maior, nas mãos de qualquer “especialista”.

Mais de três mil peças compõem um piano simples. Tem que ter bastante conhecimento e muita prática para ajustar todos estes componentes.

Escolha com carinho quem vai afinar e ajustar o seu Piano.


Quem é o Uhlik?

Luiz Carlos Rigo Uhlik é um amante da música desde a sua concepção em 1961.

  1. – Pianista, com passagens pelos mais belos restaurantes e hotéis do Brasil e do Mundo;
  2. – Especialista em Teclados Arranjadores e Pianos Digitais, com passagem pela:
    Yamaha, Roland, Korg, Michael, Young Shang/Kurrzweil, Shanghai Hua Xin (China), Zhongshan Eletronic (China), Midiplus (Taiwan).
  3. – Cursos/Treinamentos/Visita nos principais fabricantes de Pianos Acústicos do Mundo:
    Steinway (New York e Hamburgo)
    Shimmel (Alemanha)
    Bösendorfer (Áustria) – hoje, da Yamaha
    Bechstein (Alemanha)
    Blüthner (Alemanha)
    Mason & Hamlin (Haverhill/Massachusetts)
    Baldwin (Truman/Arkansas) – hoje, da Gibson
    Fazioli (Itália)
    Petrof (República Tcheca)
    Young Shang (Coréia/China)
    Estonia (República da Estônia)
  4. – Participação nas Principais Feiras de Instrumentos Musicais do Mundo:
    NAMM Show (Los Angeles)
    Musikmesse (Frankfurt)
    Music China (Xangai)
    Cremona Mondomusica (Itália)
  5. – Colunista das Revistas
    Keyboard Brasil
    Música & Mercado
  6. – Especialista em Poesias

Fonte: Esta Matéria é parte integrande da Edição nº 49
da Revista Keyboard Brasil,
páginas 56 e 59

http://digital.maven.com.br/pub/revistakeyboard/?numero=49#page/57


Avante!

 

ॐ Muitas Emoções

Luiz Carlos Rigo Uhlik

Veja que espetáculo de poema:

 

SINFONIA

Olavo Bilac

 

Meu coração, na incerta adolescência, outrora

Delirava e sorria aos raios matutinos,

Num prelúdio incolor, como o alegro da aurora,

Em sistros e clarins, em pífanos e sinos.

 

Meu coração, depois, pela estrada sonora

Colhia a cada passo os amores e os hinos,

E ia de beijo a beijo, em lasciva demora,

Num voluptuoso adágio em harpas e violinos.

 

Hoje, meu coração, num scherzo de ânsias, arde

Em flautas e oboés, na inquietação da tarde,

E entre esperanças foge e entre saudades erra…

 

E, heroico, estalará num final, nos clamores

Dos arcos, dos metais, das cordas, dos tambores,

Para glorificar tudo que amou na terra!

 

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Escalando na Musica http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/25/escalando-na-musica/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/25/escalando-na-musica/#respond Wed, 25 Oct 2017 14:09:32 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16890 Escalas musicais O que são escalas musicais? Escalas musicais são sequências ordenadas de notas. Por exemplo: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó…repetindo esse ciclo. Nessa escala, […]

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Escalas musicais

O que são escalas musicais?

Escalas musicais são sequências ordenadas de notas. Por exemplo: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó…repetindo esse ciclo. Nessa escala, começou-se com a nota dó e foi-se seguindo uma sequência bem definida de intervalos até o retorno para a nota dó novamente. Essa sequência de distâncias foi: tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom…repetindo o ciclo.

Escala maior

Essa escala que mostramos é chamada de “escala maior”. Poderíamos utilizar essa mesma sequência (escala maior) começando de uma nota que não fosse dó, por exemplo, sol. A escala então seria sol, lá, si, dó, ré, mi, fá#, sol… Note como a mesma lógica foi seguida (tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom).

No primeiro caso, formamos a escala maior de dó. No segundo caso, a escala maior de sol.

Seguindo a mesma lógica podemos montar a escala maior de todas as 12 notas que conhecemos.  Faça isso como exercício e depois confira abaixo. Mostraremos a escala maior das 7 notas básicas:

escalas musicais

Escala menor

A chamada “escala menor” é formada a partir da seguinte sequência: tom, semitom, tom, tom, semitom, tom, tom…repetindo o ciclo.

Vamos construir então a escala de dó menor. Você já é capaz de construir essa escala. Basta seguir essa sequência dada começando pela nota dó. Fica assim:

dó, ré, ré#, fá, sol, sol#, lá#, dó… repetindo o ciclo.

As notas ré#, sol# e lá# equivalem, respectivamente, a mib, láb e sib. Poderíamos reescrever então a sequência acima como:

dó, ré, mib, fá, sol, láb, sib, dó.

Note que a escala é absolutamente a mesma; a única diferença é que antes ela estava escrita com sustenidos (#), e agora ela foi escrita com as alterações bemóis (b). Geralmente a escala menor de dó é escrita da segunda forma e não da primeira. Por quê? Simplesmente porque nela todas as 7 notas apareceram (com ou sem alterações – sustenidos/bemóis). No primeiro caso, a nota si não aparece. Isso muda alguma coisa? Faz diferença? Não. Mas nas literaturas você provavelmente vai encontrar a segunda descrição, pelo motivo mencionado.

Escala Dó maior

escala maior

Obs: caso você seja tecladista/pianista e ainda não aprendeu partitura, confira a digitação no teclado abaixo:

c maior teclado

Escala Dó menor

escala menor

c menor teclado

Obs: No braço do violão/ guitarra, para se obter a escala de outra nota (além da nota “dó” que mostramos), basta deslocar esse mesmo desenho para a nota que se deseja. Experimente testar fazendo esse mesmo desenho (mesmo shape) da escala maior de dó partindo da nota Ré. Depois confira as notas geradas comparando com a tabela que mostramos anteriormente.

Isso é ótimo, não? Significa que só precisamos decorar um desenho para cada escala! No teclado, não temos esse privilégio. Porém, o teclado apresenta outras inúmeras vantagens facilitadoras. Cada instrumento tem seus prós e contras!


Graus musicais

O que são graus musicais?

Grau musical é uma nomenclatura criada para ajudar o músico na localização dos intervalos. Provavelmente você já tenha ouvido falar em “primeiro grau”, “segundo grau”, etc. E talvez isso tenha soado estranho num primeiro momento. Porém, como vamos ver, essa terminologia é simples e pode ser muito útil.

Se numerássemos a escala de Dó maior da seguinte forma: Dó (1º grau), Ré (2º grau), Mi (3º grau), Fá (4º grau), Sol (5º grau), Lá (6º grau), Si (7º grau), poderíamos dizer para um amigo, por exemplo: “toque o 5º grau da escala de Dó maior”, e ele saberia que você está se referindo à nota Sol.

Por isso, acaba sendo muito útil falar das notas de uma música em termos de graus musicais. A lógica é a mesma que foi apresentada acima, aplicada a cada nota de interesse. Por exemplo, podemos construir os graus partindo da nota Ré:
Ré (1º grau), Mi (2º grau), Fá (3º grau), Sol (4º grau), Lá (5º grau), Si (6º grau), Dó (7º grau).

Então, se alguém pedisse, digamos, o 3º grau de Ré, você saberia que se trata da nota Fá. Observe que estamos trabalhando dentro da escala de dó maior nesses exemplos todos. Isso precisa ser especificado (em qual escala estamos trabalhando).

De uma maneira prática, para saber a nota que se refere a algum grau basta contar nos dedos as notas partindo da nota que foi definida como 1º grau. Abaixo seguem alguns exemplos, ainda dentro da escala de dó maior (tome como exercício):

– Segundo grau de Mi: 
– Quarto grau de Sol: 
– Sétimo grau de Si: 

Obs: O primeiro grau é também chamado de “tônica”.

Mais detalhes sobre graus musicais

Esses exemplos foram utilizados apenas para fins didáticos. Na prática, você verá que os graus são muito utilizados dentro do contexto de campos harmônicos. Você aprenderá como se situar numa música utilizando graus no artigo “campo harmônico”.

Antes disso, aprenderemos (nos tópicos “diminuta, aumentada e justa” e “graus musicais – conceito complementar”) outros detalhes importantes sobre graus.


O que significa diminuta, aumentada e justa?

Se você leu o artigo sobre graus, reparou que mencionamos apenas 7 notas da música ocidental (C, D, E, F, G, A, B). Mas e se quiséssemos utilizar uma referência de graus para as demais notas também (C#, D#, F#, G#, A#)? Para isso existe uma definição mais abrangente, como veremos agora:

A primeira nota é representada pelo primeiro grau, como já vimos. Esse grau pode ser chamado também de primeiro grau maior. Vamos utilizar como exemplo de primeiro grau a nota Dó.

Nesse caso, a nota Ré é o segundo grau, também chamado de segundo grau maior. A nota Dó# (ou Ré b), nesse caso, é o segundo grau MENOR.

Os nomes “segundo grau menor” e “segundo grau maior” geralmente são abreviados para “segundo maior” e “segundo menor”, e o mesmo se aplica aos demais graus maiores e menores.

Essa nomenclatura (“maior” e “menor”) existe para indicar se o intervalo (distância entre as notas) é curto ou longo. Intervalos maiores são longos e menores são curtos.

Repare que, no exemplo anterior, o “segundo grau maior” representou o intervalo de um tom (pois Ré está um tom acima de Dó), e o “segundo grau menor” representou o intervalo de meio tom (Ré bemol está meio tom acima de Dó).

Portanto, esses nomes foram dados apenas para termos uma indicação da distância entre as notas. Expandindo o conceito para todas as notas, partindo de Dó, teremos o seguinte:

C    —> Primeiro grau maior

Db —> Segundo grau menor

D   —> Segundo grau maior

Eb—> Terceiro grau menor

E   —> Terceiro grau maior

F   —> Quarta justa

F#—> Quarta aumentada (ou Quinta diminuta: Gb)

G  —> Quinta justa

G#—> Quinta aumentada (ou sexta menor: Ab)

A   —> Sexta maior

Bb —> Sétima menor

B  —> Sétima maior

Provavelmente você está se perguntando por que raios existem os nomes “aumentada”, “justa” e “diminuta”. Bom, saiba que é apenas uma definição, e é esse linguajar que você vai encontrar em qualquer livro de música ou song book.

A lógica é a mesma que vimos para os nomes “maior” e “menor”. O nome “aumentada” indica um intervalo mais longo e “diminuta” indica um intervalo mais curto. “Justa” fica no meio entre essas duas.

Mas não poderíamos simplesmente utilizar os nomes “maior” e “menor” para todas as notas em vez de utilizar esses “diminuta”, “aumentada” e “justa”? Sim, poderíamos. Então por que existem esses outros nomes?

No vídeo que colocamos no início desse artigo você vai compreender que isso acaba sendo bastante útil. Por enquanto, apenas memorize essas nomenclaturas e o que elas representam. Como você viu, não há nenhum mistério, são apenas nomes dados para graus específicos.

Vamos agora exercitar essa nomenclatura partindo de outras notas além de Dó:

diminuta-aumentada-justa

Obs: utilizamos nessa tabela apenas sustenidos para ficar mais fácil de enxergar e comparar tudo, mas poderíamos ter mesclado essa tabela com bemóis sem problemas.

A partir do sétimo grau, as notas começam a se repetir, pois o 8º grau já é igual ao 1º grau. Seguindo essa lógica:

– O 9º grau é igual ao 2º grau.
– O 11º grau é igual ao 4º grau.
– O 13º grau é igual ao 6º grau.

Você deve estar se perguntando: se não há necessidade de se falar em graus após o sétimo, pelo fato de se repetir, por que então se usam as notações 9º, 11º e 13º?? Bom, alguns músicos preferem utilizar esses graus para deixar claro qual oitava deve ser utilizada.

Por exemplo: se estiver escrito em uma cifra apenas Cm6, provavelmente você irá montar o acorde de dó menor e pegar o sexto grau mais próximo para formar o Cm6. Agora, escrevendo Cm13, você saberia que deve utilizar o sexto grau uma oitava acima, e não o sexto grau mais próximo.

A única diferença entre esses dois acordes é uma sonoridade levemente distinta devido à oitava utilizada para o 6º grau (nos próximos tópicos, falaremos tudo o que você precisa saber sobre acordes e cifras, não se preocupe caso não tenha entendido esse exemplo).

Quanto à extensão 9ª, ela quase sempre aparece uma oitava acima, por isso é utilizada em vez de 2ª. Mas não se surpreenda ao ver o número 2 em cifras por aí, pois a notação americana gosta de colocar o número 2 ao invés do número 9.

É importante você saber detalhes como esse para não ficar com dúvidas sobre essas nomenclaturas.


 

 

creditos e fonte – Descomplicando musica

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Definições – Bemois – Sustenidos – Bequadros http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/25/mais-notas-de-musica/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/25/mais-notas-de-musica/#respond Wed, 25 Oct 2017 13:56:32 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16883 Sustenido e bemol O que significa sustenido e bemol? Na música ocidental, há 12 notas: dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá# e si. […]

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Sustenido e bemol

O que significa sustenido e bemol?

Na música ocidental, há 12 notas: dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá# e si. O símbolo “#” significa sustenido. Dessas 12 notas, 7 delas recebem um nome específico (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) e as demais são identificadas por um sustenido (#) ou bemol (b) dessas notas, também chamados de alterações. Um sustenido, por definição, é a menor distância entre duas notas na música ocidental, assim como um bemol. A diferença de nomenclatura (bemol ou sustenido) serve apenas para indicar se estamos nos referindo a uma nota acima ou abaixo. Por exemplo: Ré bemol é o mesmo que Dó sustenido. Leia a próxima seção “o que são tons e semitons” para complementar esse conceito. Abaixo seguem algumas representações e suas equivalências, para facilitar o entendimento:

Ré # # = Mi

Mi b b = Ré

Mi # = Fá

Fá b = Mi

Na prática, podemos usar as nomenclaturas Fá b, Ré ##, ou estaria “errado”?

Dizer “Fá b”, por exemplo, não parece muito adequado, afinal isso equivale à nota Mi. Mas está errado dizer “Fá b” por causa disso, ou dependendo da situação isso é permitido?

 

Sustenidos no piano

No piano, as teclas brancas contêm as notas com nome específico (C, D, E, F, G, A, B) e as teclas pretas contêm as alterações (C#, D#, F#, G#, A#).


 

Tom e semitom

O que é um tom?

Um tom é uma distância de dois sustenidos (ou de dois bemóis).

O que é um semitom?

Um semitom é uma distância de um sustenido (ou de um bemol). Por exemplo, a distância entre dó e ré é de um tom, pois entre dó e ré há uma distância de dois sustenidos (de dó para dó# e de dó# para ré). Simples, não?! Para ficar ainda mais claro, nada melhor do que uns exercícios:

Qual a distância entre as notas sol e si? Vamos conferir quantos sustenidos (semitons) há entre sol e si:

tom

Logo, há 4 sustenidos de distância, totalizando 2 tons. Agora que você já sabe dizer a distância entre as notas, tente encontrar a distância entre ré e fá. Depois confira abaixo.

semitom

Logo, a distância é de um tom e meio.

Obs: um tom e meio = um tom + um semitom.

Nos instrumentos: violão, guitarra, baixo, cavaquinho, ukulelê, entre outros, cada casa do braço do instrumento corresponde a um semitom.


Notas violão e notas teclado

Mapeando as notas no violão e no teclado

Nesse tópico, iremos mostrar como se localizam as 12 notas (C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#, A, A#, B) em alguns instrumentos. Vamos começar pelo tecladopiano.

Notas no teclado

Nesse instrumento, as teclas pretas contêm as notas com alterações (sustenidos) e as teclas brancas contêm as demais notas. Observe abaixo:

notas teclado

Notas no violão

No violãoguitarra, cada corda solta corresponde a uma determinada nota (E, B, G, D, A, E, respectivamente da mais aguda para a mais grave). As demais notas estão distribuídas conforme o desenho abaixo, onde os números representam as casas do braço:

notas violao

Observe que no violão é um pouco difícil decorar onde ficam todas as notas, mas isso se tornará mais fácil à medida que você for estudando os assuntos aqui do site, pois existem muitos atalhos que ajudam na localização imediata (pensar nos graus, acordes, escalas, etc.). Com o tempo, certamente o braço desse instrumento estará completamente dominado por você, não se preocupe.


creditos e fonte – Descomplicando musica

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Definições – Timbres http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/22/definicoes-timbres/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/22/definicoes-timbres/#respond Sun, 22 Oct 2017 13:49:57 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16879 Timbre Timbre é a característica peculiar de cada som. Apesar de aprendermos no colégio que o som é uma onda, essa onda não é bonitinha (senoidal) como […]

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Timbre

Timbre é a característica peculiar de cada som. Apesar de aprendermos no colégio que o som é uma onda, essa onda não é bonitinha (senoidal) como aparece nos livros:

timbre

Cada onda sonora apresenta um formato característico, que depende do material que produziu o som. Isso é o que define o timbre do som. Timbre é o que diferencia dois sons de mesma frequência (mesma nota). Por exemplo, a nota Dó tocada no violão tem um som muito diferente da nota Dó tocada no teclado ou na flauta. Isso significa que esses instrumentos possuem timbresdiferentes.

Timbre dos instrumentos

timbre dos instrumentos musicais

Quanto mais prática e experiência um músico desenvolver, mais apurado ficará o seu ouvido para conseguir distinguir o timbre peculiar de cada instrumento. Por exemplo, dois violões de mesmo modelo e mesmo fabricante podem possuir timbres diferentes. Isso ocorre pelo fato da fabricação não ser exatamente igual para todos os instrumentos em uma linha de montagem. Qualquer milímetro de diferença no posicionamento ou encaixe de uma peça já altera o timbre de um instrumento acústico e, muitas vezes, esses detalhes passam despercebidos pela maioria dos músicos.

Obs: nos instrumentos eletrônicos, as diferenças de timbre se devem à fabricação dos autofalantes, cabos, portas lógicas e demais itens que compõe os circuitos desses instrumentos.

Quanto mais apurado seu ouvido estiver, melhor será sua escolha no momento de comprar um instrumento, pois conseguirá perceber a diferença e característica peculiar de cada modelo, tipo, fabricante, etc.

Ao conhecer a definição de timbre você já deu o primeiro passo. Agora é hora de treinar seu ouvido para ficar sensível a diferentes timbres. Experimente tocar em instrumentos parecidos, fazer algumas alterações como trocar o encordoamento (nos instrumentos de corda), entre outras ideias para analisar os diferentes sons.

creditos e fonte – Descomplicando musica

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Definições – Notas Musicais http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/21/notas-musicais/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/21/notas-musicais/#respond Sat, 21 Oct 2017 13:44:07 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16877 Notas musicais são os elementos mínimos de um som. Quando uma corda vibra, ela movimenta as moléculas de ar ao seu redor. Essa agitação das moléculas ocorre […]

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Notas musicais são os elementos mínimos de um som. Quando uma corda vibra, ela movimenta as moléculas de ar ao seu redor. Essa agitação das moléculas ocorre na mesma frequência de vibração da corda. O ouvido humano capta essa vibração do ar e a processa atribuindo um som ao cérebro.  Para cada frequência de vibração, o cérebro atribui um som diferente (uma nota diferente).

Como representar as notas musicais?

As notas musicais podem ser identificadas por letras para facilitar a escrita e aumentar a velocidade de leitura. A notação utilizada é universal, o que facilita a comunicação com músicos de outros países. Existem 7 letras para representar as notas musicais. A definição das letras e suas notas correspondentes é a seguinte:

C –> dó
D –> ré
E –> mi
F –> fá
G –> sol
A –> lá
B –> si  (H no alemão)

Existe também outra representação para as notas musicais, que não depende de letras. É a famosa partitura. Você já deve ter visto por aí algo parecido com isto:

notas musicais

Pois bem, isso é uma representação por partitura. Como ela é bem mais detalhada e completa (envolve ritmos e tudo o mais).

Caso esse seja seu primeiro contato com representações musicais, não se preocupe tanto com a partitura, procure antes decorar a representação por letras, que é bem mais simples.

creditos e fonte – Descomplicando musica

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Matematica na Musica http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/20/matematica-na-musica/ http://www.agenciademusicos.com.br/2017/10/20/matematica-na-musica/#respond Fri, 20 Oct 2017 14:08:17 +0000 http://www.agenciademusicos.com.br/?p=16887 Matemática na música Existe relação entre matemática e música? Decidimos construir esse tópico para mostrar como a matemática está relacionada com a música, afinal muita gente […]

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Matemática na música

professora de matematicaExiste relação entre matemática e música?

Decidimos construir esse tópico para mostrar como a matemática está relacionada com a música, afinal muita gente ignora o fato de que realmente existe matemática na música.

Talvez você não goste de matemática, mas não se preocupe, tentaremos explicar cada conceito de maneira simples, para que você perceba que nossa sensibilidade ao som está ligada à lógica de nosso cérebro.  Isso é muito interessante, então deixe seus possíveis preconceitos de lado. Todo conhecimento é legal quando bem ensinado.

Antes de entrarmos no assunto de matemática na música, vamos relembrar alguns conceitos básicos.

A física na música

Ok, nos primeiros tópicos aqui do site, nós comentamos que o som é uma onda e que a frequência do som é o que define a nota musical.

Mas o que é uma frequência? É uma repetição com referência de tempo. Imagine, por exemplo, uma roda de bicicleta girando. Se essa roda completa uma volta em 1 segundo, dizemos que a frequência dessa roda é “uma volta por segundo”, ou “um Hertz”.

Hertz é apenas um nome dado para representar a unidade de frequência, e costuma ser abreviado para “Hz”. Se essa roda do nosso exemplo completasse 10 voltas em 1 segundo, sua frequência seria 10 Hertz (10 Hz).

Legal, mas o que isso tem a ver com o som? Oras, o som é uma onda, e essa onda oscila com uma certa frequência. Se uma onda sonora completar uma oscilação em 1 segundo, sua frequência será 1 Hz. Se ela completar 10 oscilações em 1 segundo, sua frequência será de 10 Hz.

Para cada frequência, temos um som diferente (uma nota diferente). A nota Lá, por exemplo, corresponde a uma frequência de 440 Hz.

A matemática na música

E onde entra a matemática nessa história? Observou-se que quando uma frequência é multiplicada por 2, a nota permanece a mesma. Por exemplo, a nota Lá (440 Hz) multiplicada por 2 = 880 Hz é também uma nota Lá, só que uma oitava acima.

Se o objetivo fosse abaixar uma oitava, bastaria dividir por 2. Podemos concluir então que uma nota e sua respectiva oitava mantêm uma relação de ½.

Muito bem, antes de continuarmos, vamos voltar ao passado, para a Grécia Antiga. Naquela época, existiu um homem chamado Pitágoras que fez descobertas muito importantes para a matemática (e para a música).

Isso que acabamos de mostrar sobre oitavas ele descobriu “brincando” com uma corda esticada. Imagine uma corda esticada, presa nas suas extremidades. Quando tocamos essa corda, ela vibra (observe o desenho abaixo):

matematica na musica

Pitágoras decidiu dividir essa corda em duas partes e tocou cada extremidade novamente. O som produzido era exatamente o mesmo, só que mais agudo (pois era a mesma nota uma oitava acima):

 matematica e musica

Pitágoras não parou por aí. Ele decidiu experimentar como ficaria o som se a corda fosse dividida em 3 partes:

 musica e matematica

Ele reparou que um novo som surgiu, diferente do anterior. Dessa vez, não era a mesma nota uma oitava acima, mas uma nota diferente, que precisava receber outro nome. Esse som, apesar de ser diferente, combinava bem com o som anterior, criando uma harmonia agradável ao ouvido, pois essas divisões até aqui mostradas possuem relações matemáticas 1/2 e 2/3 (nosso cérebro gosta de relações lógicas bem definidas).

Assim, ele continuou fazendo subdivisões e foi combinando os sons matematicamente criando escalas que, mais tarde, estimularam a criação de instrumentos musicais que pudessem reproduzir essas escalas.

O intervalo do trítono, por exemplo, foi obtido a partir da relação 32/45, uma relação complexa e inexata, fator que leva nosso cérebro a considerar esse som instável e tenso. Com o passar do tempo, as notas foram recebendo os nomes que conhecemos hoje.

A matemática das escalas musicais

Muitos povos e culturas criaram suas próprias escalas musicais. Um exemplo foi o povo chinês, que partiu da experiência de Pitágoras (utilizando cordas).

Eles tocaram a nota Dó em uma corda esticada e depois dividiram essa corda em 3 partes, como acabamos de mostrar. O resultado dessa divisão foi a nota Sol.

Ao observar que essas notas possuíam uma harmonia entre si, eles repetiram o procedimento a partir dessa nota Sol, dividindo novamente esse pedaço de corda em 3 partes, resultando na nota Ré.

Essa nota matinha uma harmonia agradável com a nota Sol e também com a nota Dó. Esse procedimento foi então repetido a partir da nota Ré, dando origem à nota Lá. Depois, partindo de Lá, chegou-se à nota Mi.

Quando eles repetiram esse procedimento de dividir em 3 partes a corda mais uma vez, dando origem à nota Si, houve um problema, pois a nota Si não soava muito bem quando tocada junto com a nota Dó (a primeira nota do experimento).

De fato, essas notas eram muito próximas uma da outra, o que causava um certo desconforto sonoro. Por isso, os chineses terminaram suas divisões obtendo as notas Dó, Sol, Ré, Lá e Mi, deixando a nota Si de lado.

Essas notas serviram de base para a música chinesa, formando uma escala de 5 notas (Pentatônica). Essa escala pentatônica, por ser agradável e consonante, representou muito bem a cultura oriental, que sempre foi pautada na harmonia e estabilidade.

Desde sua criação até os dias de hoje, a escala pentatônica representa uma ótima opção para melodias, como já comentamos no tópico “escala pentatônica.  Mas vamos voltar ao assunto de notas e frequências, afinal só mostramos até agora 5 notas da escala.

A matemática das 12 notas

A música ocidental, que trabalha com 12 notas, não descartou a nota Si como a cultura oriental havia feito.

Os ocidentais observaram que as notas Dó e Si eram próximas uma da outra e decidiram criar uma escala mais abrangente. Nessa escala, todas as notas deveriam ter a mesma distância umas das outras. E essa distância deveria ser o intervalo que havia entre Dó e Si (um semitom).

Ou seja, entre Dó e Ré, por exemplo, precisaria existir uma nota intermediária, pois a distância entre Dó e Ré (um tom) era maior que a distância entre Dó e Si (um semitom).

Por meio da análise de frequências, descobriu-se que multiplicando a frequência da nota Si pelo número 1,0595 chegava-se na frequência da nota Dó, observe:

  • Frequência da nota Si: 246,9 Hz
  • Frequência da nota Dó: 261,6 Hz

Multiplicando a frequência da nota Si por 1,0595 teremos:

  • 246,9 x 1,0595 = 261,6 Hz (nota Dó)

Como nosso objetivo é manter essa mesma relação (distância) para as demais notas, vamos utilizar esse procedimento para descobrir qual será a nota que virá depois de Dó. Multiplicando a frequência da nota Dó por 1,0595:

  • 261,6 x 1,0595 = 277,2 Hz (Nota Dó sustenido)

Repetindo o procedimento para ver o que vem depois de Dó sustenido:

  • 277,2 x 1,0595 = 293,6 Hz (Nota Ré)

Observe que seguindo essa lógica, podemos formar toda a escala cromática! Ou seja, depois de multiplicar a frequência da nota Dó pelo número “1,0595” doze vezes, voltaremos à nota Dó.

Isso só é possível porque “1,0595” corresponde ao resultado da raiz:

raiz duodecima de 2

Observe que essa raiz multiplicada por ela mesma 12 vezes é igual a 2:

raiz duodecima multiplicada 12 vezes

E já vimos que uma nota multiplicada por 2 é ela mesma uma oitava acima.

Agora sim podemos ver claramente que esses números não saíram do acaso. O objetivo desde o início foi dividir uma escala em 12 partes iguais, de maneira que a última nota voltasse a ser a primeira.

Foi assim que surgiu a escala temperada, também chamada de cromática.

O logaritmo na música

Não entraremos em maiores detalhes, mas quem sabe um pouquinho de matemática reparou que nós trabalhamos aqui com o logaritmo de base 2.

Por isso, os construtores dos pianos colocaram a forma do gráfico de um logaritmo no corpo do piano, para fazer uma referência a essa descoberta matemática musical. Observe:

Exemplo de gráfico logarítmico:

logaritmo na musica

Corpo do piano:

matematica musical piano

Existem muitas outras explicações matemáticas para diversas questões da música, mas para mostra-las aqui seria necessário abordar assuntos mais avançados, como séries de Fourier, função Zeta de Riemann, etc. Como poucos possuem essa base matemática, não iremos nos estender mais.

Nosso objetivo foi mostrar como a música trabalha matematicamente e como as relações lógicas são compreendidas por nosso cérebro, gerando tranquilidade ou tensão. Obviamente, fizemos tudo aqui utilizando aproximações (números arredondados), pois uma análise mais apurada seria tediosa para a maioria dos leitores.

Não é necessário decorar tudo o que ensinamos nesse tópico, apenas guarde que a música não surgiu do nada, ela é resultado de uma organização numérica. A interpretação de tudo isso quem faz é o nosso maravilhoso e misterioso cérebro.

A conclusão final é que, se você é músico, então você é (de uma forma ou de outra) matemático, pois as sensações de prazer que você sente ao ouvir música escondem cálculos subliminares.

Seu cérebro gosta de cálculos, ele é uma máquina de calcular! Quanto mais você praticar, estudar e conhecer música, mais essa faculdade vai se desenvolver. Provavelmente você vai começar a sentir prazer ao ouvir músicas que antes não lhe traziam grandes sentimentos.

Podemos comparar isso com um aluno de física do 1º semestre. Se ele ler um livro de física moderna, vai parecer grego pra ele, não vai lhe trazer prazer algum. Mas alguns anos depois, quando que ele já tiver alcançado uma base matemática sólida e se deparar com esse mesmo livro, talvez ele passe a amar esse assunto e queira dedicar sua vida a isso.


creditos e fonte – Descomplicando musica

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